90º Enic mostrará as novas tendências do mercado habitacional

Mostrar as novas tendências para o mercado habitacional e a importância de o empresário da indústria da construção pensar diferente para encontrar soluções que tornem mais eficiente e efetivo o dia a dia das pessoas são alguns dos objetivos do 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que será realizado nos próximos dias 16, 17 e 18 de maio, em Florianópolis/SC. “As cidades precisam de uma reinvenção”, defende o CEO da Construtora Vitacon, Alexandre Lafer Frankel, um dos palestrantes convidados para a plenária “Inovação e Tecnologia: o futuro da indústria da construção”, da manhã do dia 17.

Reiventar o modo de viver das pessoas e das cidades é uma das propostas da construtora Vitacon – empresa especializada em apartamentos compactos. Segundo Alexandre Frankel, buscar soluções de habitação leves e humanas para que as pessoas possam conciliar residência, deslocamento para trabalho e lazer também é um dos princípios da empresa. As tendências do novo mercado imobiliário é o que o CEO da Vitacon pretende demonstrar ao público do 90º Enic, formado por empresários e técnicos da cadeia produtiva do setor da construção e por representantes do governo federal e da imprensa.

Do painel, que fará um panorama sobre os impactos da inovação e das novas tecnologias nos negócios, também participarão Kevin Nobels, da McKinsey & Company; o diretor do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil, Ulisses Mello, e o presidente da Comissão de Materiais e Tecnologia (COMAT/CBIC) e líder do Projeto Foresight – pensamento de futuro para o setor, Dionyzio Antonio Martins Klavdianos. O painel será mediado pela jornalista e apresentadora do programa Mundo S/A, da GloboNews, que aborda temas voltados para o universo dos negócios com iniciativas inovadoras, Maria Prata.

TENDÊNCIAS DE MERCADO

Para a Vitacon, mobilidade urbana é fundamental e várias soluções já foram criadas para tornar mais eficiente e efetivo o deslocamento diário das pessoas, evitando o desperdício de horas no trânsito. Tendências de mercado como a da compactação das unidades são amplamente seguidas. “O grande objetivo é torná-las mais acessíveis. O espaço é entendido de uma forma muito mais inteligente. Estudamos os layouts de barcos e aviões para tornar o módulo menor, mas com a mesma qualidade de um módulo maior”, diz. A empresa lançou em 2017 apartamentos de 10m2. Mostrar como isso é possível é a proposta do palestrante.

Outra tendência que será apresentada é a do compartilhamento. Segundo Alexandre Lafer, ao mesmo tempo em que o usuário pode ter um espaço privativo menor, pode utilizar de todo o espaço das áreas comuns do edifício em que mora, como complementação e extensão da sua própria residência. “A economia compartilhada é um elemento que nos ajuda a fazer a reinvenção da forma como as pessoas vivem”, aponta.

Lafer também abordará a tendência da fusão entre tijolos e tecnologia. “Começamos a entrar numa nova era do mercado imobiliário, na qual as nossas inter-relações terão uma interferência maior, com uma influência muito superior da tecnologia no dia a dia no nosso mercado imobiliário”, diz, mencionando que vai contar no 90º Enic como isso vai se dar.

As novas tecnologias disponíveis e como as pessoas vão morar no futuro, o impacto, as novas soluções, as novas propostas, os ganhos e os desafios também serão abordados em sua palestra. “Tudo isso é super importante, porque é um novo passo para o nosso setor”. Além disso, pontuará a transição do morar como propriedade para o morar como um serviço. “A tecnologia aliada à compactação e a um desejo de uma nova forma de viver nas cidades nos levam a crer que as pessoas vão ter algo muito mais ligado ao uso e aos serviços do que à aquisição do imóvel. E isso causa uma grande transformação não só social e econômica, mas também aos agentes financeiros e aos prestadores de serviços. Toda a cadeia do mercado imobiliário precisa, de alguma forma, se reinventar e começar a entender como vai se dar essa grande transformação”, reforça.

COMO AS EMPRESAS ENXERGAM AS NOVAS TENDÊNCIAS

Para Lafer, a maioria das empresas ainda não vislumbrou as novas possibilidades. Ele defende que é preciso escutar cada vez mais o público consumidor, os clientes e a geração que está vindo. É importante, segundo ele, saber quais são seus comportamentos, anseios, como enxerga a suas propostas de vida – talvez com menos raízes, com famílias menores, com mais mobilidade –, em termos de onde vive e em que condições. “As pessoas estão vivendo mais tempo, têm as transformações de trabalho e as famílias estão menores. Existe todo um cenário que está se dando não só no Brasil, mas no mundo todo, nas grandes metrópoles, e temos que tentar entender isso e começar a trabalhar de trás para frente. Primeiro entender qual é a demanda, para daí resolver todas as dores dos nossos consumidores”, diz.

A Vitacon trabalha com várias parceiros estratégicos que a ajudam a performar. “Hoje, o mundo é composto de grandes linhas estratégias e somatórias de competências. Além de um ecossistema grande de startups, agora temos trabalhado com a Intel e com a IBM para trazer a tecnologia para o nosso mercado”, menciona, destacando que outras parcerias também são fundamentais, como os fundos e as empresas de capital, mais do que as de produção, para reforçar a estrutura financeira das empresas e do mercado para propiciar que seja possível fazer toda essa mudança de forma estruturada e consistente.

EMPRESAS ABSORVERÃO AS TENDÊNCIAS

Alexandre Lafer acredita que as empresas menores logo vão absorver essas tendências. “Primeiro tem que se romper uma linha que permita às pessoas enxergarem qual é a proposta, e depois as soluções realmente começam”. Ele acredita que, no início a tendência é cara e restrita, mas depois se tornará mais barata e acessível e virará um novo padrão frente ao anterior.

Público para isso existe. “Hoje, o Brasil está se tornando praticamente urbano. Você não vai ter mais pessoas vivendo no campo. Esse número já caminha para 90% das pessoas morando em cidades”. Todas as soluções, segundo ele, são muito bem-vindas em todos os meios urbanos e se fazem necessárias. “Essa é uma condição do novo mundo, da nova economia, em que as pessoas têm orçamento mais reduzido, menos tempo e vivem mais. Então você precisa ter uma facilidade para que comporte essa pessoa em todas as fases da vida dela: solteira, casada, divorciada, idosa. Tudo isso precisa de uma solução também e isso nos faz crer que o produto imobiliário precisa acompanhar tudo isso e se reinventar”, conclui.

Fonte: https://cbic.org.br/90o-enic-mostrara-as-novas-tendencias-do-mercado-habitacional/

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