Taxas extras ganham peso para definir escolha de crédito para casa própria

A recente redução de juros nos empréstimos imobiliários anunciada pela Caixa Econômica Federal, que detém 69,5% do crédito habitacional do País, tem potencial de influenciar o mercado e garantir melhores condições para o comprador. Mas ainda é possível encontrar taxas menores em outros bancos.

O Itaú, por exemplo, parte do porcentual de 8,3% +TR (taxa referencial, definida pelo governo) para empréstimos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), voltado a imóveis de até R$ 1,5 milhão, e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), para imóveis acima de R$ 1,5 milhão – mesmas linhas para as quais a Caixa anunciou a taxa de 8,5% + TR para quem já tem relacionamento com o banco.

Entre os cinco maiores bancos do País, o Itaú tem a menor taxa inicial nessas modalidades. Mas a instituição destaca que os juros mudam de acordo com o perfil do cliente e do imóvel. A prática é a mesma nos demais bancos, portanto, a menor taxa anunciada não é aplicável a todos os compradores.

Daniel Linger, estrategista da RB Investimentos, diz que os clientes devem sempre negociar. “Temos que lembrar que os bancos privados são ‘fazedores de negócios’, vale a pena usar o poder de barganha e criar uma miniconcorrência entre as propostas que receber”, afirma. Ele explica que em um financiamento de R$ 1 milhão, com 20% de entrada, uma diferença de 0,2% na taxa de juros pode gerar R$ 26 mil a mais a pagar diluídos nas parcelas.

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