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Imprensa

 
Diario de Pernambuco - Economia
18 de Junho de 2007

Caixa libera 317 cartas de crédito

Bancos esticam pagamento, reduzem juros e flexibilizam as regras para o mutuário financiar a compra do imóvel

Está mais fácil pegar crédito para a compra da casa própria nos bancos. Além dos desembolsos estarem maiores, as regras para o mutuário adquirir o financiamento estão mais flexíveis: o prazo de pagamento esticou, o valor do imóvel que pode ser financiado está maior e a competição entre os bancos está levando as taxas de juros a cair. O resultado são recordes de vendas e financiamento de imóveis nos últimos meses.

A taxa de juros do contrato imobiliário geralmente depende da renda familiar e do modelo de financiamento escolhido pelo mutuário. Entre os bancos, varia de 6% a 12% ao ano. Quanto maior o valor do bem, mais alta é a taxa cobrada. O prazo dos contratos, que no passado era de 10 a 12 anos, hoje chega a 20 anos. O valor máximo de financiamento, que girava em torno de 50%, também subiu para 80%, o que facilitou o acesso ao crédito imobiliário para os mutuários.

O resultado de tudo isso é visto nos números do setor. Em maio deste ano, os financiamentos imobiliárioscontratados pelos agentes financeiros que atuam no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) totalizaram R$ 1,43 bilhão, com a construção e a aquisição de 16,2 mil unidades. O número revela novo recorde de aplicação em um só mês, superando o volume de março de 2007, quando foram contratados cerca de R$ 1,32 bilhão. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Nos cinco primeiros meses do ano, o volume de crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança chegou a R$ 5,53 bilhões, um crescimento de 70% em relação ao mesmo período de 2006. A estimativa da Abecip é que o valor chegue a R$ 12 bilhões neste ano, ante os R$ 9,34 bilhões do ano passado. Em 2006, os bancos já aumentaram em 92% o volume de crédito para a compra da casa própria, em relação ao ano anterior. A previsão da entidade é que entre 140 mil e 150 mil unidades sejam financiadas em 2007, ante 114 mil em 2006.

"É o crédito imobiliário que tem a grande chance de alavancar a carteira dos bancos. Isso acontece no mundo todo. E a legislação atual dá mais segurança às operações", afirma José Pereira Gonçalves, superintendente-técnico da Abecip. O crédito para a compra da casa própria no Brasil, diz, representa cerca de 5% do valor Produto Interno Bruto (PIB), incluindo os desembolsos com recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "Já em outros países, como Inglaterra, Portugal e Espanha, o financiamento imobiliário é mais de 50% do valor do PIB", diz.

Para o interessado em financiar a casa própria, Gonçalves recomenda que sejam checadas as taxas e condições oferecidas por pelo menos dois ou três bancos. "Além disso, é possível fazer a simulação de compra", diz.



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