Construtoras de olho nos imóveis populares
O potencial de crescimento do mercado imobiliário para a baixa renda foi calculado em 60% pelos próximos 10 anos, o que vem atraindo cada vez mais investimentos da construção civil nacional
Com potencial de crescimento de 60% nos próximos dez anos, o mercado imobiliário voltado para as classes C, D e E está atraindo, cada vez mais, construtoras que planejam a produção e venda de grandes condomínios em bairros populares. Localizados na periferia das grandes cidades, os apartamentos são padronizados e têm, em média, até 70 metros quadrados. O mercado produtor de pequenos apartamentos em condomínios e residenciais de casas movimentou R$ 12 bilhões em 2006, em todo o País, e deve crescer mais R$ 6 bilhões, este ano, chegando a R$ 18 bilhões.
A Caixa Econômica Federal, por exemplo, já contratou, entre janeiro e maio deste ano, R$ 2,130 bilhões em operações de crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança. O dinheiro foi utilizado no financiamento de construção ou aquisição de 40.344 unidades habitacionais no País. De acordo com a diretora de marketing do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon), Betinha Nascimento, está comprovado que as pessoas de baixo poder aquisitivo compram apartamentos somente através de financiamento bancário. Ainda segundo Betinha, há 20 anos não se construíam prédios populares em larga escala no Estado. "Após a liberação de opções de financiamento a juros baixos por bancos privados e estatais, o mercado está voltando a crescer."
A base da pirâmide social configura a maior demanda de consumidores. É nesse segmento que está o maior déficit habitacional do País, avaliado em quase 10 milhões de residências. No Estado, não existem dados que contabilizem a necessidade de construção de moradias para a classe baixa. Mas é consenso entre as construtoras que o mercado deve canalizar para o segmento com potencial de crescimento, apesar das dificuldades de compra de terrenos em áreas apropriadas e material de qualidade.
Interessada no mercado de imóveis para a população com renda mensal de até R$ 3.500, a Construtora Carrilho lançou, este mês, um condomínio com 540 apartamentos de pequeno porte no bairro do Janga, em Paulista. Com preço médio de R$ 37 mil, os imóveis poderão ser adquiridos por meio de financiamento oferecido pela Caixa Econômica Federal (CEF) e deverão estar prontos para morar num prazo de dois anos.
Para o diretor da construtora, Antônio Carrilho, o mercado de imóveis a baixo custo estava congelado. "A falta de crédito afastava os possíveis compradores e inviabilizava a produção para as construtoras. Mas o cenário atual é de boas expectativas e melhores financiamentos bancários. As empresas, acostumadas a construir grandes prédios, terão que fazer acordos com o comércio de produtos primários para produzir edifícios a baixos custos", calcula. (M.D.)
Feirão da Caixa acaba hoje
O evento está sendo realizado no Centro de Convenções e hoje funcionará no horário das 10h às 18h. A média de preço dos imóveis é de R$ 40 mil
Hoje é o último dia para aproveitar as ofertas do 3º Feirão da Casa Própria, que está sendo realizado pela Caixa Econômica Federal (CEF), no Centro de Convenções de Pernambuco. O evento, que começou na última sexta-feira, deve receber a visita de 25 mil pessoas. Somente no primeiro dia, o feirão teve cerca de 8 mil visitantes. O horário de funcionamento de hoje vai das 10h às 18h. No início, 7.900 imóveis foram disponibilizados no feirão. A média de preço é de R$ 40 mil.
Durante o feirão, os clientes têm a chance de comprar imóveis novos, usados ou na plantas. São 80 estandes de construtoras e imobiliárias participantes.
O evento ocupa um espaço de 10 mil metros quadrados, 2 mil metros a mais do que no ano passado, quando ele foi realizado no Chevrolet Hall. No pavilhão, os clientes podem fazer uma simulação do financiamento da Caixa, conseguir uma carta de crédito, fechar um consórcio para um imóvel e até se inscrever para o Programa de Arrendamento Residencial (PAR). As unidades do PAR ofertadas vão ser erguidas em Paulista. O imóvel custa R$ 32 mil e a parcela do apartamento é de R$ 224. Além disso, o mutuário precisa pagar o condomínio do prédio.
Na simulação de crédito, o cliente fica sabendo quanto do valor do imóvel pode ser financiado pela Caixa, o preço da prestação, os juros e encargos cobrados, além do prazo de pagamento. Todos os imóveis do feirão podem ser financiados pelo banco. Depois de pegar a carta de crédito, o cliente tem seis meses para escolher um imóvel. O valor do documento pode ser modificado.
O financiamento do banco pode chegar a 100% do imóvel. Esse crédito máximo é válido para os imóveis financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que custem até R$ 80 mil e sejam novos. A família beneficiada deve ter renda mensal de até R$ 4.900. Os documentos necessários para conseguir uma carta de crédito são a carteira de identidade, o CPF, os três últimos comprovantes de rendimento e as contas de energia elétrica e água. Quem tem renda informal deve levar extrato do cartão de crédito e da conta bancária, além de contas que comprovem o ganho como plano de saúde e mensalidade escolar.
"Logo na entrada, as pessoas vão receber um mapa do feirão e uma simulação do financiamento com várias faixas de renda e preços diferentes de imóveis", explica o superintendente regional da CEF no Recife, Alex Norat. A Caixa espera que o feirão gere um volume de negócios da ordem de R$ 120 milhões. Na última sexta-feira, o volume de negócios atingiu a marca de R$ 31 milhões. Esse valor engloba as cartas de crédito concedidas pelo banco e os imóveis vendidos pelas construtoras e imobiliárias. Além de imóveis para a baixa renda, o feirão também oferta boas opções para a classe média e até a classe média alta. Mais informações devem ser obtidas pelo número 0800-574-0101.
JC NEGÓCIOS - FERNANDO CASTILHO
"Debate Ademi Amanhã, no JCPM Trade Center, tem o seminário Perspectivas do Mercado Imobiliário da Ademi-PE. Para debater Patrimônio de Afetação, Crédito e Marketing Imobiliário e Mercado de Capitais.
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