Construção do Nordeste tem 2ª maior elevação
De 1996 a 2005, a região Norte foi a que mais ampliou sua participação na indústria de construção. O Nordeste teve, no período, o segundo maior incremento de participação na construção (3 pontos percentuais tanto em relação às construções como ao pessoal ocupado), com destaque para a Bahia, onde vêm sendo adotadas políticas de incentivo à instalação de empresas de grande porte. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), por meio da Pesquisa Anual da Construção Civil.
Segundo a pesquisa, o Brasil possui 105 mil empresas no setor, que empregam 1,554 milhão de pessoas com gastos salariais superiores a R$ 15,5 bilhões, o que corresponde a um salário médio mensal de 2,7 salários mínimos. A indústria da construção realizou obras e serviços no valor de R$ 100 bilhões, sendo que, desse montante, R$ 41,7 bilhões vieram de obras contratadas por entidades públicas.
Segundo a série de Contas Regionais do Brasil, elaborada pelo IBGE, entre 1996 e 2004, o PIB da Indústria de Transformação cresceu 106,7%, no Amazonas, e 50,6%, no Pará, superando a média nacional (26%). O Nordeste também ampliou sua participação de 16,8% para 19,8% no pessoal ocupado no setor entre 1996 e 2005. O maior destaque ficou com a Bahia, que abocanhou 7,3% dos empregados em construção civil e 6,8% das obras.
O aumento do número de shoppings em cidades de grande e médio porte brasileiras impulsionou o valor das construções de edifícios comerciais em 2005, revelou a Paic. As edificações comerciais tiveram um crescimento de 24% entre 2004 e 2005. Os shoppings passaram de 257, em 2004, para 346 em 2006, segundo a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce).
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