Cadastre-se em nosso site e receba notícias por e-mail
  Nome:  
  E-mail:
 
   

 

Junho e Julho de 2005 - Ano 6/N° 55 | Editorial | Expediente


Ricardo Serpa Coelho
Presidente
O FINANCIAMENTO BANCÁRIO

A notícia mais esperada pelo mercado imobiliário em 2005 era, com certeza, a volta dos financiamentos bancários para a produção de imóveis e para o adquirente final.

Os anos de 2003 e 2004 foram de trabalho árduo na construção do arcabouço jurídico que resultou na promulgação da Lei 10931/04, que praticamente contempla todas as aspirações da Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário - ABECIP - e da Câmara Brasileira da Industria da construção - CBIC - representante dos incorporadores e construtores.

Adicionando-se algumas resoluções do Conselho Monetário Nacional e a participação do Banco Central, o processo foi deflagrado e o acompanhamento do desempenho das contratações vem sendo monitorado com a finalidade de que compromissos e metas sejam atingidos de forma segura, para que após esse curto ciclo de adaptação, o sistema de crédito imobiliário venha fluir de forma natural, drenando seus recursos para o mercado em benefício da sociedade em geral.

O jogo apenas começou mas o resultado do 1º semestre mostra-se auspicioso com superação de todas as metas previstas.

A concorrência entre os agentes financeiros fará com que as condições dos créditos imobiliários sejam cada vez mais atrativas, com juros menores, prazos mais alongados, menos burocracia e ampliação de linhas de financiamento. A sintonia com a realidade do mercado será aprimorada dia-a-dia com o aumento da participação dos Bancos particulares, que inexoravelmente vão retomar sua posição hegemônica na concessão de créditos, devolvendo aos incorporadores e construtores seu papel de empreendedores.

A nossa região sofre um pouco mais com esse processo de retomada dos financiamentos bancários em função do desmantelamento das estruturas locais de crédito imobiliário, com concentração do poder decisório na Região Sudeste. Mas, com a demonstração de demanda crescente que estamos observando, brevemente vamos dispor de autonomia regional de Bancos como o BRADESCO, ITAÚ, ABN AMRO E UNIBANCO.

O SANTANDER, que tem demonstrado agressividade no mercado do Sul do País, também deverá ter um núcleo regional a partir de setembro deste ano. Seja bem-vindo.

A Caixa Econômica Federal deverá se concentrar na administração dos recursos do FGTS, que é realmente a sua praia, e aperfeiçoamentos deverão acontecer na área de produção para que os programas deslanchem.

O otimismo com o futuro só não é maior em função da queda de renda da população , cuja recuperação é um esforço de toda a nação.


voltar

Rua Venezuela, 85 - Espinheiro - Recife - PE - CEP: 52020-170 | PABX/FAX: (81) 3423.3084 | e-mail: ademi-pe@ademi-pe.com.br